terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Prefeito de Blumenau diz que falará sobre reajuste da tarifa de ônibus somente depois de estudo do SeterbConsórcio Siga pede passagem a R$ 3,45, aumento de 19%

O laborioso processo de reajuste da passagem de ônibus em Blumenau — que há três anos envolve intervenções da Justiça e revisões dos cálculos — pode recomeçar. Na manhã desta terça-feira, representantes do Consórcio Siga irão protocolar no Seterb a planilha de cálculos indicando o valor de R$ 3,45 como o pretendido para a nova tarifa — um aumento de 19%. 

O prefeito Napoleão Bernardes diz que a prefeitura somente irá se manifestar depois que a planilha for estudada pela autarquia, que também faz um levantamento sobre qual seria o valor justo do reajuste.

— Vamos aguardar a conclusão dos especialistas da autarquia para então tomarmos uma posição — explica.

O resultado do estudo precisa ficar pronto antes de 28 de fevereiro, data limite para o prefeito aprovar a nova tarifa da passagem de ônibus para 2013.

O presidente do Siga, Valdecir Rosa, explica que este valor não partiu dos atuais R$ 2,90, mas sim de R$ 3,12, que seria um valor calculado pela prefeitura ano passado depois de perícia na planilha de custos. 

Para Rosa, o que mais gerou impacto no reajuste foi a mão de obra, que representava cerca de 45% dos custos em 2012 e chegou a 60% este ano. Outro ponto de destaque foi o aumento do óleo diesel em 5,4% na última quarta-feira _ o que inclusive atrasou a entrega do relatório ao Seterb, pois o Siga teve que refazer os cálculos com base nos novos preços.

O presidente do Seterb, Sérgio Ricardo Chisté Santos, informou, através da assessoria de comunicação, que irá se pronunciar sobre a planilha de cálculos somente após recebê-la e tomar conhecimento do conteúdo. Ele também aguarda o estudo feito pela autarquia para poder comparar os dois documentos.

Desde a criação do Consórcio Siga, em 2008, que se deu pela união das empresa Nossa Senhora da Glória, Rodovel e Verde Vale, somente dois reajustes não tiveram problemas com a Justiça _ 2008 e 2009. 

A partir de 2010, as contas do Siga e da prefeitura não foram compatíveis. Já houve erro para mais e para menos. O Ministério Público interveio uma vez, assim como um juiz da Vara Fazenda, e os cálculos precisaram ser refeitos.

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