Nas descrições, o ex-diretor de Obras Conveniadas da Secretaria de Obras Almir Vieira aparece solicitando macadame – material usado para pavimentar ruas – à Companhia Urbanizadora de Blumenau (URB). Conforme a investigação, o material teria sido pago pela URB e direcionado à região solicitada de forma a beneficiar a candidatura de Vieira a vereador.
Nas conversas que envolvem o ex-diretor de Articulação Política da Secretaria de Governo e Articulação Política, Braz Roncáglio, o Ministério Público aponta indícios de uso da máquina pública. Como no dia 17 de maio, quando Braz pede apoio eleitoral a um interlocutor após prometer obras no Distrito do Garcia.
O vereador eleito e ex-diretor administrativo e financeiro da Secretaria de Governo e Articulação Política Célio Dias é acusado de corrupção eleitoral. Numa das ligações, o então diretor de Esporte e Lazer da Fundação Municipal de Desportos (FMD), Claudio Marcelo Zimmermann, promete auxiliar a obtenção de alvarás caso um empresário buscasse votos para Célio.
Contra Fábio Fiedler (PSD) pesam, principalmente, conversas com o ex-secretário de Obras de Blumenau e coordenador de sua campanha, Alexandre Brollo. No diálogo do dia 4 de julho, os dois combinam reunir uma grande concentração de pessoas na assinatura da ordem de serviço da Rua Carlos Rischbieter, no Boa Vista. Ao final da ligação, Fiedler diz que a obra pública renderia até 300 votos.
O relatório final das interceptações sustenta que Robinho, mesmo atuando na Diretoria de Iluminação Pública, encaminhava pavimentações de ruas em troca de votos. Numa ligação entre Almir Vieira e Victor Farias, diretor técnico da URB e apoiador da campanha de Robinho, Victor diz que uma “obra do Robinho” foi embargada. Vieira diz que não sabia que era do Robinho e promete liberá-la.
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